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Fincias, o espanhol que não economiza nas cores

Fincias, o espanhol que não economiza nas cores

A OCBAL inicial uma série de estudos com artistas plásticos reconhecidos a nível mundial e que servem de exemplo para nossos membros brasileiros e aqueles que estão começando nas artes e buscam uma referência.

Hoje vamos conhecer um pouco do espanhol José Luís García Fincias que é conhecido princialmente por abusar das cores em suas obras.

Quem é FINCIAS?

Fincias é um artista multidisciplinar, pintor, ilustrador, animador e designer de agências de publicidade ou editoriais.

Curador da Rede de Exposições de Arte Jovem da Comunidade de Madri, 1996.

Diretor de criação, artista e ilustrador da Agência de Publicidade Seridec Comunicação, 1999.

Professor de expressão artística em escolas públicas, privadas e públicas de 2003 até o presente.

Criador da Academia de Pintura e Ilustração DEUX ART STUDIO, de 2006 até o presente.

Ele já expôs em inúmeras galerias de arte em nosso país e fora de nossas fronteiras, em cidades como:

Paris, Nova York, Miami, Londres, Berlim, Estocolmo, Roma, Milão, Mônaco, Porto, Bruxelas, Osaka_Japan, Hong Kong, Cingapura, Hamburgo, Edimburgo, Montpellier, Luxemburgo, Estrasburgo.

Seu trabalho foi adquirido em instituições públicas e coleções particulares na Espanha e no exterior.

Atualmente, ele é membro da AEPE (Associação Espanhola de Pintores e Escultores) e membro fundador do Grupo de Artistas Plásticos KAIKOO ou ESPACIO CERO.

José Luis G. Fincias pinta desde que se lembra. Embora, nessa tenra idade, eu nunca tenha pensado que no futuro poderia ser uma profissão.

Então, ao concluir sua formação artística na universidade, seu caminho se desenvolveu como artista profissional, pouco a pouco.

Ele é um homem aparentemente tímido, mas nas curtas distâncias ele se deixa conhecer, apreciando nele sua sensibilidade, mas ao mesmo tempo a experiência que lhe dá ter nadado e guardado roupas.

Para nunca parar de perder o senso de realidade e sempre mantenha os pés firmemente firmes, como ele diz.

Nas criações deste autor de Madri, o magnetismo que caracteriza o estilo de FINCIAS, reverbera em tecidos carregados com matéria e contrastes de cores fortes.

Enquanto o uso de linhas energéticas, pingando ou mesmo colorindo
agressivo, pode ser inicialmente o resultado de um instinto arbitrário e veemente.

Nós realmente nos encontramos antes construções meditadas, onde a distorção da realidade serve como veículo para penetrar no mundo interior do artista, chegando muitos casos para abstração.

Em seu trabalho, FINCIAS, ele busca o desejo de se conectar com o espectador, através de uma interpretação lírica e emocional do que o rodeia, materializando a essência do ser humano em cada uma de suas obras.

Tudo isso resulta em uma pintura transcendente, dotada de um híbrido interno que busca transcender a moldura separando-se de suas bordas e de uma cor que adquire um valor simbólico enigmático”.

Entrevista

Como foram os seus inícios?

Fincias – Eu pintei e desenhei desde criança. Eu não tinha apoio da minha família a esse respeito, pois lhes parecia que este não era um trabalho sério.

Certamente, se ele tivesse mais apoio, teria atingido os objetivos mais cedo, mas no final da vida, se as coisas vierem, elas virão, mesmo que não estejam em linha reta.

Enquanto estudava na universidade, eu trabalhava como garçom nos fins de semana. Lá, através de um cliente, tive a oportunidade de trabalhar em uma empresa de publicidade onde comecei a fazer mais trabalhos artísticos e, ao mesmo tempo, fiz exposições com meus próprios trabalhos, que na época eram ilustrações. Eu me inscrevi em concursos e comecei meu currículo.

Que experiência teve desse tempo?

Fincias– Antes, não era fácil apresentar seu trabalho artístico. Você tinha que preparar um dossiê e, com essa pasta, bater à porta, a visibilidade que a internet lhe dá agora não tínhamos.

Mas o que eu adquiri nos diferentes empregos que tive foi lidar com pessoas. Nos meus primeiros anos profissionais, concentrei-me em ilustração e, quando entrei no circuito de galerias profissionais, já estava desenvolvendo minha faceta como pintor.

Quais são as suas influências?

Fincias – Vindo de design gráfico e ilustração, tenho mil influências.

Olho para arquitetura, moda, design e tenho muitos artistas que admiro, como Lucian Freud, Picasso, Francis Bacon, Modigliani, Van Gogh, Fernando Vicente

Existem milhares deles que me inspiram e dos quais estou aprendendo algo, chamo isso de cultura visual.

Também sou inspirado pela miríade de colegas artistas brilhantes e talentosos que tenho a sorte de conhecer.

De onde vêm esse interesse pelas cores?

Fincias– A cor sempre esteve em mim, é inata, mas foi difícil para mim reconhecê-la, mas como temos na Espanha essa forte tradição pictórica de cores quebradas e não tão “pop”, demorei um pouco para me libertar.

Na minha vida, e embora pareça estranho dizer, crises me ajudaram. Ele me favoreceu a dedicar-me totalmente à pintura e a encontrar esse meu estilo cromático e gestual característico. As coisas aconteceram comigo na minha vida pessoal, o que me fez de alguma forma romper e deixar de lado os vínculos dos tempos anteriores, e isso está totalmente refletido em minhas pinturas.

Qual deve ser a prioridade de um jovem artista brasileiro ou não; quem quer entrar na visão geral artística?

Fincias – A prioridade para um jovem artista, pelo menos antes dos 35 anos, deve ser visível.

É vital ter ideias e que, uma vez que funcionem, se radicalizem ou sejam poderosas e inovadoras. Fazer com que sejam notados, através de todas as possibilidades da Internet ou das redes sociais, ajuda.

Quais são os tópicos do seu trabalho artístico?

Fincias – Eu sempre tive a necessidade de me identificar com o meu trabalho e se eu recorrer principalmente à figuração, é por isso, porque me conecta mais a outros assuntos que não são meus, como arquitetura ou natureza.

Eu sempre levo os temas ao limite entre o figurativo e a abstração, porque estou interessado em desconstruí-los como experimentação em direção a novas formas de trabalhar.

Meu trabalho é muito íntimo, tudo me influencia e eu o transformo de forma energética, onde a cor é o meu motor.

Na minha pintura, as palavras estão presentes, na forma de imagens.

Meus trabalhos descrevem um momento e uma certa emoção, descrevem as linhas do meu pensamento e esse processo é exaustivo.

Muitas vezes, me sinto como um corredor de longa distância, onde o pincel se tornou parte de mim e as cores são meus melhores aliados.

Seu trabalho visita muitas cidades no exterior. Como é o panorama artístico da Espanha em comparação com outros países?

Fincias – Depois de expor no exterior, você tem uma perspectiva mais clara do que está acontecendo na Espanha. Estou claro que é muito importante cuidar do mercado aqui, porque é importante que eles o conheçam. É verdade que o mercado externo abre muitas portas para você, mas é preciso cultivar que eles o conhecem por dentro.

Sem dúvida, o colecionador espanhol não é tão impulsivo quanto o estrangeiro, já que o estrangeiro se vê um pedaço seu e gosta dele, ele o comprará mais cedo com base em uma concepção mais livre, mais para apreciar arte e aqui na Espanha, é mais conceito de coleta do mercado de ações. Embora eu ache que a mentalidade já esteja mudando e as pessoas aqui também estejam comprando arte para apreciá-la, sem pensar muito se essa peça será reavaliada ou não.

Existe um projeto pendente que você gostaria de realizar?

Fincias – Eu adoraria sair do formato tradicional da tela, trabalhar em outras coisas, fazer instalações…

O importante é primeiro cumprir meus compromissos profissionais com os proprietários da minha galeria e depois gradualmente dedicar tempo e motivação para outras coisas, mas pouco a pouco.

Muito grato pela entrevista e pela oportunidade de falar um pouco sobre o meu trabalho.

Um grande abraço a todos direto de Madri na Espanha.

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